{"id":24760,"date":"2020-08-24T12:41:20","date_gmt":"2020-08-24T16:41:20","guid":{"rendered":"https:\/\/cpaq.ufms.br\/?p=24760"},"modified":"2020-08-24T12:41:20","modified_gmt":"2020-08-24T16:41:20","slug":"covid-19-campo-grande-e-aquidauana-tem-niveis-de-alerta-maximo-no-ms-veja-o-relatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cpaq.ufms.br\/en\/covid-19-campo-grande-e-aquidauana-tem-niveis-de-alerta-maximo-no-ms-veja-o-relatorio\/","title":{"rendered":"Covid-19: Campo Grande e Aquidauana t\u00eam n\u00edveis de alerta m\u00e1ximo no MS; veja o relat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><em>\u00cdndice de morbimortalidade da capital \u00e9 11,67. Aquidauana sobe para n\u00edvel de alerta 5 e outros cinco munic\u00edpios da macrorregi\u00e3o de sa\u00fade de CGR t\u00eam eleva\u00e7\u00e3o para o n\u00edvel de alerta 4. Seis dos 34 munic\u00edpios da macrorregi\u00e3o de Campo Grande concentram 88% dos novos casos de Covid-19. Microrregi\u00e3o de sa\u00fade de Aquidauana e Sidrol\u00e2ndia integram o epicentro do novo coronav\u00edrus.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Longe de estar sob controle em Mato Grosso do Sul, a macrorregi\u00e3o de sa\u00fade de Campo Grande acende todos os n\u00edveis de alerta poss\u00edveis em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pandemia da Covid-19 e preocupa pesquisadores. Epicentro da doen\u00e7a no estado, Campo Grande atingiu n\u00edveis de morbimortalidade (iMM) elevad\u00edssimos e registrou alta de 9,21 para 11,67 no \u00edndice, inserindo a capital num quadro pand\u00eamico que ultrapassa todos os limites considerados razo\u00e1veis na metodologia utilizada pelos pesquisadores que comp\u00f5em a Rede Geogr\u00e1fica de An\u00e1lise da Covid-19 em Mato Grosso do Sul. Al\u00e9m do crescimento e manuten\u00e7\u00e3o dos indicadores em diferentes semanas epidemiol\u00f3gicas sem apresentar recuo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 doen\u00e7a, a situa\u00e7\u00e3o se agrava considerando as intera\u00e7\u00f5es geoespaciais: Aquidauana e Sidrol\u00e2ndia registraram aumento no n\u00famero de casos e nos indicadores de morbimortalidade e tamb\u00e9m est\u00e3o com alertas 5 e 4, respectivamente, conforme aponta o Mapa 1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Aquidauana subiu de 4,59 para 5,82 e, como a capital, tamb\u00e9m est\u00e1 com n\u00edvel de alerta 5. Sidrol\u00e2ndia registrou aumento de 4,26 para 4,46; Nioaque apresentou avan\u00e7o da doen\u00e7a e saiu do iMM 2,16 (alerta 3) para 4,44 aumentando para 4 o n\u00edvel de alerta. Miranda subiu de 3,15 para 4,31 (n\u00edvel de alerta 4). Sidrol\u00e2ndia, Nioaque e Miranda caminham de forma acelerada para o n\u00edvel de alerta 5, se nada for feito para conter a doen\u00e7a. \u201cChamamos aten\u00e7\u00e3o que na macrorregi\u00e3o de sa\u00fade de Campo Grande, al\u00e9m do munic\u00edpio de Campo Grande, a microrregi\u00e3o de sa\u00fade de Aquidauana e Sidrol\u00e2ndia passaram a fazer parte do epicentro da pandemia no estado de Mato Grosso do Sul&#8221;, reflete a pesquisadora e professora da UFMS, Ana Paula Archanjo Batarce.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Mapa-1-\u00cdndice-de-morbimortalidade-da-covid-19-em-MS-33-semana.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24761\" src=\"https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Mapa-1-\u00cdndice-de-morbimortalidade-da-covid-19-em-MS-33-semana.png\" alt=\"\" width=\"1004\" height=\"734\" srcset=\"https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Mapa-1-\u00cdndice-de-morbimortalidade-da-covid-19-em-MS-33-semana.png 1004w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Mapa-1-\u00cdndice-de-morbimortalidade-da-covid-19-em-MS-33-semana-300x219.png 300w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Mapa-1-\u00cdndice-de-morbimortalidade-da-covid-19-em-MS-33-semana-768x561.png 768w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Mapa-1-\u00cdndice-de-morbimortalidade-da-covid-19-em-MS-33-semana-438x320.png 438w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Mapa-1-\u00cdndice-de-morbimortalidade-da-covid-19-em-MS-33-semana-600x439.png 600w\" sizes=\"(max-width: 1004px) 100vw, 1004px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m desse crescimento, Anast\u00e1cio saiu do n\u00edvel de alerta 3 para o 4 (de 2,18 para 2,81 de iMM) e Dois Irm\u00e3os do Buriti registrou aumento do iMM de 2,16 para 3,45, avan\u00e7ando para o n\u00edvel de alerta 4. O Relat\u00f3rio T\u00e9cnico: Geocartografia dos Indicadores de Morbidade e de Mortalidade por Covid-19 da Macrorregi\u00e3o de Sa\u00fade de Campo Grande, da 31\u00aa \u00e0 33\u00aa Semanas Epidemiol\u00f3gicas registra agravamento da pandemia nessa macrorregi\u00e3o sugerindo medidas urgentes para conter a velocidade da dissemina\u00e7\u00e3o do novo coronav\u00edrus na macrorregi\u00e3o de Campo Grande, em especial na microrregi\u00e3o de Aquidauana. Os alertas e as recomenda\u00e7\u00f5es t\u00eam sido feitas reiteradamente ao longo dos meses de julho e agosto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Novos casos <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nioaque, Maracaju e Rio Verde apresentaram crescimento na taxa de incid\u00eancia de novos casos entre a 31 e 33\u00aa semanas epidemiol\u00f3gicas conforme a Tabela 1 e o Mapa 2 explicitam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Tabela-1-Indicadores-de-Morbidade-e-de-Mortalidade-pela-Covid-19-na-Macrorregi\u00e3o-de-Sa\u00fade.png\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-24762\" src=\"https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Tabela-1-Indicadores-de-Morbidade-e-de-Mortalidade-pela-Covid-19-na-Macrorregi\u00e3o-de-Sa\u00fade.png\" alt=\"\" width=\"811\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Tabela-1-Indicadores-de-Morbidade-e-de-Mortalidade-pela-Covid-19-na-Macrorregi\u00e3o-de-Sa\u00fade.png 772w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Tabela-1-Indicadores-de-Morbidade-e-de-Mortalidade-pela-Covid-19-na-Macrorregi\u00e3o-de-Sa\u00fade-243x300.png 243w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Tabela-1-Indicadores-de-Morbidade-e-de-Mortalidade-pela-Covid-19-na-Macrorregi\u00e3o-de-Sa\u00fade-768x947.png 768w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Tabela-1-Indicadores-de-Morbidade-e-de-Mortalidade-pela-Covid-19-na-Macrorregi\u00e3o-de-Sa\u00fade-259x320.png 259w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Tabela-1-Indicadores-de-Morbidade-e-de-Mortalidade-pela-Covid-19-na-Macrorregi\u00e3o-de-Sa\u00fade-600x740.png 600w\" sizes=\"(max-width: 811px) 100vw, 811px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Mapa-2-Quantidade-de-novos-casos-de-covid-19-entre-1-e-15-de-agosto.png\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24763\" src=\"https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Mapa-2-Quantidade-de-novos-casos-de-covid-19-entre-1-e-15-de-agosto.png\" alt=\"\" width=\"970\" height=\"712\" srcset=\"https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Mapa-2-Quantidade-de-novos-casos-de-covid-19-entre-1-e-15-de-agosto.png 970w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Mapa-2-Quantidade-de-novos-casos-de-covid-19-entre-1-e-15-de-agosto-300x220.png 300w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Mapa-2-Quantidade-de-novos-casos-de-covid-19-entre-1-e-15-de-agosto-768x564.png 768w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Mapa-2-Quantidade-de-novos-casos-de-covid-19-entre-1-e-15-de-agosto-436x320.png 436w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/08\/Mapa-2-Quantidade-de-novos-casos-de-covid-19-entre-1-e-15-de-agosto-600x440.png 600w\" sizes=\"(max-width: 970px) 100vw, 970px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Letalidade <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ainda de acordo com o relat\u00f3rio, 8 munic\u00edpios &#8211; Alcin\u00f3polis, com 25,00; Rio Negro, com 4,55; Corguinho, com 4,0; Dois Irm\u00e3os do Buriti e Camapu\u00e3, ambos com 3,45; Jardim com 3,39; Terenos com 3,30; Para\u00edso das \u00c1guas com 3,23 &#8211; apresentavam taxas de letalidade maior do que o dobro da taxa m\u00e9dia estadual (1,55% em 15 de agosto). Os outros 7 munic\u00edpios &#8211; Porto Murtinho com 2,94; Aquidauana com 2,92; Rio Verde de Mato Grosso com 2,83; Anast\u00e1cio 2,68; Guia Lopes da Laguna com 2,01; Miranda com 1,90 e Nioaque com 1,73 &#8211; apresentaram taxa de letalidade maior do que a taxa m\u00e9dia estadual (1,55% em 15 de agosto).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cUm desafio para elaborar diagn\u00f3stico da situa\u00e7\u00e3o da Covid-19 se evidencia ao calcularmos a taxa de letalidade para os munic\u00edpios da MRS de Campo Grande em que encontramos oito munic\u00edpios que apresentavam taxas de letalidade maior do que o dobro da taxa m\u00e9dia estadual (1,55% em 15 de agosto). Novos estudos devem ser feitos para melhor compreendermos as elevadas taxas de letalidade\u201d, explicou o professor e pesquisador da UFMS, Cremildo Baptista, doutor em epidemiologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O professor da UFGD e pesquisador em Geografia da Sa\u00fade, Adeir Archanjo da Mota, explica que n\u00e3o adianta aumentar o n\u00famero de leitos de UTI se n\u00e3o houver estrat\u00e9gia de conten\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a no estado: \u201c\u00c9 preciso atuar no sentido de conter a velocidade da dissemina\u00e7\u00e3o, o aumento no n\u00famero de casos e, com isso, a redu\u00e7\u00e3o das mortes por Covid-19 e SRAGs n\u00e3o espec\u00edficas (grande parte Covid-19 n\u00e3o diagnosticada). Como fazemos isso? O mundo j\u00e1 mostrou o que surte efeito: medidas de preven\u00e7\u00e3o efetivas, tais como fiscaliza\u00e7\u00e3o rigorosa para fazer cumprir os decretos, assist\u00eancia social aos mais vulner\u00e1veis e, principalmente, medidas para promover o distanciamento social\u201d. A doutora e pesquisadora em Comunica\u00e7\u00e3o, Sa\u00fade e Pol\u00edticas P\u00fablicas, Fernanda Vasques Ferreira, \u00e9 enf\u00e1tica: \u201cEnquanto os gestores p\u00fablicos continuarem colocando \u2018o peso\u2019 da pandemia na economia, continuar\u00e3o flertando com o v\u00edrus e sendo os respons\u00e1veis pelas mortes evit\u00e1veis\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A desigualdade de acesso a testes e ao sistema de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade agrava ainda mais a pandemia no estado e na macrorregi\u00e3o de Campo Grande, atingindo popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis. &#8220;Outro aspecto a ser considerado nos resultados encontrados \u00e9 a quantidade de popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena acometida pela doen\u00e7a e que vieram a \u00f3bito. Do total de casos confirmados at\u00e9 15 de agosto (23.299 casos), 6,56% correspondem a ind\u00edgenas (1.529 casos). J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao total de \u00f3bitos (370 \u00f3bitos), a mortalidade de ind\u00edgenas representa 10,81% das mortes (40 \u00f3bitos)&#8221;, denuncia a professora e pesquisadora da UFMS, Eva Teixeira dos Santos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Texto: Fernanda Vasques Ferreira<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00cdndice de morbimortalidade da capital \u00e9 11,67. Aquidauana sobe para n\u00edvel de alerta 5 e outros cinco munic\u00edpios da macrorregi\u00e3o de sa\u00fade de CGR t\u00eam eleva\u00e7\u00e3o para o n\u00edvel de alerta 4. Seis dos 34 munic\u00edpios da macrorregi\u00e3o de Campo Grande concentram 88% dos novos casos de Covid-19. 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