{"id":23858,"date":"2020-07-06T13:37:22","date_gmt":"2020-07-06T17:37:22","guid":{"rendered":"https:\/\/cpaq.ufms.br\/?p=23858"},"modified":"2020-07-14T13:51:05","modified_gmt":"2020-07-14T17:51:05","slug":"pesquisa-analisa-diferencas-entre-linguas-indigenas-faladas-no-ms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cpaq.ufms.br\/en\/pesquisa-analisa-diferencas-entre-linguas-indigenas-faladas-no-ms\/","title":{"rendered":"Pesquisa analisa diferen\u00e7as entre as l\u00ednguas ind\u00edgenas faladas em Mato Grosso do Sul"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">A presen\u00e7a marcante dos povos ind\u00edgenas no estado \u00e9 motivo de orgulho para o sul-mato-grossense. Mato Grosso do Sul possui, hoje, a segunda maior popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena do pa\u00eds, contando com povos Guarani-Kaiu\u00e1, Terena, Kinikinau, Kadiw\u00e9u, Guat\u00f3 e Ofay\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Acompanhando a import\u00e2ncia da cultura ind\u00edgena no contexto regional, a UFMS tem, em sua hist\u00f3ria, empregado esfor\u00e7os para se aprofundar, aprender e valorizar as pr\u00e1ticas e conhecimentos\u00a0 desses povos. Em Aquidauana, destaca-se a institucionaliza\u00e7\u00e3o do curso de Licenciatura Intercultural Ind\u00edgena, que desde 2019 oferece ingresso anual, em gradua\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, para os pertencentes \u00e0s comunidades ind\u00edgenas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m do ensino, a Universidade tamb\u00e9m atua de forma coordenada para a pesquisa ind\u00edgena. S\u00e3o diversos os pesquisadores da Institui\u00e7\u00e3o que se dedicam ao saber cient\u00edfico na \u00e1rea. E os seus resultados t\u00eam contribu\u00eddo para descobertas importantes, que se agrupam a um esfor\u00e7o mundial para desmistificar e desvendar os saberes dos povos nativos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para facilitar esse entendimento, um dos pesquisadores da UFMS nos contou um pouco sobre o estudo que vem realizando h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. O professor Rog\u00e9rio Vicente Ferreira atua no Campus de Aquidauana (CPAQ) e conduz, desde 2008, a pesquisa &#8220;<strong>Um estudo sobre as l\u00ednguas ind\u00edgenas do Mato Grosso do Sul<\/strong>&#8220;. E os seus resultados s\u00e3o consider\u00e1veis.<\/p>\n<div id=\"attachment_23874\" style=\"width: 173px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/Rog\u00e9rio-300x300.jpg\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-23874\" class=\" wp-image-23874\" src=\"https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/Rog\u00e9rio-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"163\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/Rog\u00e9rio-300x300.jpg 300w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/Rog\u00e9rio-300x300-150x150.jpg 150w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/Rog\u00e9rio-300x300-100x100.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 163px) 100vw, 163px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-23874\" class=\"wp-caption-text\">Rog\u00e9rio Vicente \u00e9 professor e pesquisador no Campus de Aquidauana da UFMS (clique para aumentar)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Com o objetivo de estudar as l\u00ednguas ind\u00edgenas de Mato Grosso do Sul, o projeto tem envolvido tanto a gradua\u00e7\u00e3o como a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria. Na gradua\u00e7\u00e3o, os estudantes t\u00eam colaborado bastante para o desenvolvimento cient\u00edfico do estudo. &#8220;Priorizamos uma pesquisa bibliogr\u00e1fica inicial sobre as l\u00ednguas ind\u00edgenas de MS. Ap\u00f3s o levantamento, elencamos os pontos a serem desenvolvidos, de acordo com cada l\u00edngua. Por exemplo, na l\u00edngua terena, \u00e9 sabido que quest\u00f5es sobre fonologia tonal s\u00e3o um dos pontos a serem investigados, visto que ainda n\u00e3o houve um aprofundamento no que se refere \u00e0 quest\u00e3o de pitch (acento tonal). Nesse caso, um acad\u00eamico do CPAQ, por meio do Programa de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica Volunt\u00e1ria (Pivic), fez uma an\u00e1lise do suprassegmento da l\u00edngua Terena. Tamb\u00e9m foram desenvolvidas pesquisas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica sobre Quantificadores, Tempo, Aspecto, Morfologia Verbal, entre outras&#8221;, disse o Prof. Rog\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">J\u00e1 no n\u00edvel de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, a elabora\u00e7\u00e3o de disserta\u00e7\u00f5es aprofundou o n\u00edvel de discuss\u00f5es sobre as l\u00ednguas ind\u00edgenas do estado. T\u00edtulos como &#8220;Aspectos Morfossint\u00e1ticos da L\u00edngua Ofay\u00e9&#8221;, &#8220;Descri\u00e7\u00e3o da fala masculina e da fala feminina na l\u00edngua Kadiw\u00e9u&#8221; e &#8220;Fonologia da L\u00edngua Guat\u00f3&#8221; foram alguns dos que identificaram as pesquisas finais de mestrandos envolvidos no projeto. No mesmo caminho, a organiza\u00e7\u00e3o de livros dentro do projeto qualificou o debate cient\u00edfico.\u00a0 Foram\u00a0 produzidos dois livros, de autoria do professor Rog\u00e9rio Vicente Ferreira, intitulados &#8220;Palavras Ofai\u00e9: um resgate da mem\u00f3ria lexical&#8221; e &#8220;Portugu\u00eas Ind\u00edgena: novas reflex\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<div id=\"attachment_23872\" style=\"width: 198px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-03-at-16.11.33.jpeg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-23872\" class=\" wp-image-23872\" src=\"https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-03-at-16.11.33-209x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"188\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-03-at-16.11.33-209x300.jpeg 209w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-03-at-16.11.33-768x1102.jpeg 768w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-03-at-16.11.33-714x1024.jpeg 714w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-03-at-16.11.33-223x320.jpeg 223w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-03-at-16.11.33-600x861.jpeg 600w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-03-at-16.11.33.jpeg 892w\" sizes=\"(max-width: 188px) 100vw, 188px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-23872\" class=\"wp-caption-text\">Reflex\u00f5es sobre o portugu\u00eas ind\u00edgena \u00e9 tema de uma das obras resultantes da pesquisa (clique para aumentar)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Igualmente importantes, as aproxima\u00e7\u00f5es locais junto \u00e0s comunidades pesquisadas merecem destaque. Segundo o docente, os trabalhos de extens\u00e3o foram fundamentais para o enriquecimento do estudo. &#8220;Em forma de extens\u00e3o ligada a este projeto, temos trabalhado com os professores terena num subprojeto intitulado &#8216;Constru\u00e7\u00e3o de uma gram\u00e1tica pedag\u00f3gica Terena&#8217;. Ainda h\u00e1 muito a ser desenvolvido dentro desse projeto, pois as l\u00ednguas sul-mato-grossenses possuem quase nada de pesquisas desenvolvidas; contudo, temos contado atualmente com o protagonismo ind\u00edgena, devido \u00e0 inser\u00e7\u00e3o destes povos nos cursos da UFMS&#8221;, avaliou o professor Rog\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma das balizadoras da pesquisa, a diversidade dos povos ind\u00edgenas no estado \u00e9 tamb\u00e9m um dos desafios do projeto. Os povos ind\u00edgenas de MS pertencem a fam\u00edlias lingu\u00edsticas diferentes. De acordo com o pesquisador, isso proporciona aos linguistas uma enorme variedade de pesquisa na \u00e1rea da linguagem. &#8220;Por exemplo, na l\u00edngua kadiw\u00e9u, h\u00e1 uma diferen\u00e7a de fala feminina e masculina. Somado a isso, temos a produ\u00e7\u00e3o de material did\u00e1tico local, uma vez que os alunos das escolas ind\u00edgenas possuem a disciplina de l\u00edngua materna desde o ensino fundamental at\u00e9 o ensino m\u00e9dio, mas praticamente sem nada para apoio ao professor, que muitas vezes nem \u00e9 falante da l\u00edngua. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 nenhuma documenta\u00e7\u00e3o para isso realizada at\u00e9 o momento&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E os desafios n\u00e3o param por a\u00ed. Situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas surgem durante a pesquisa e sua investiga\u00e7\u00e3o tem estimulado os pesquisadores. &#8220;Outro problema a ser resolvido \u00e9 quanto \u00e0 perda lingu\u00edstica. Por exemplo, o povo Ofay\u00e9, que atualmente possui apenas quatro falantes, n\u00e3o tem nenhum trabalho sendo realizado para a manuten\u00e7\u00e3o e revitaliza\u00e7\u00e3o de sua l\u00edngua. Os Terena, segundo maior grupo do estado, n\u00e3o t\u00eam nenhuma gram\u00e1tica descrita sobre sua l\u00edngua&#8221;, revelou o professor Rog\u00e9rio.<\/p>\n<div id=\"attachment_23871\" style=\"width: 190px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-03-at-16.11.33-1.jpeg\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-23871\" class=\" wp-image-23871\" src=\"https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-03-at-16.11.33-1-214x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"180\" height=\"253\" srcset=\"https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-03-at-16.11.33-1-214x300.jpeg 214w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-03-at-16.11.33-1-729x1024.jpeg 729w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-03-at-16.11.33-1-228x320.jpeg 228w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-03-at-16.11.33-1-600x843.jpeg 600w, https:\/\/cpaq.ufms.br\/files\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-03-at-16.11.33-1.jpeg 763w\" sizes=\"(max-width: 180px) 100vw, 180px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-23871\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Palavras Ofai\u00e9&#8221; \u00e9 tema de livro resultante da pesquisa (clique para aumentar)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Para finalizar, Rog\u00e9rio nos explica a import\u00e2ncia do estudo da l\u00edngua ind\u00edgena, principalmente no contexto mundial. &#8220;Estudar as l\u00ednguas ind\u00edgenas de Mato Grosso do Sul vem ao encontro da busca de um conhecimento mais profundo destas l\u00ednguas e do registro imaterial de suma import\u00e2ncia para as pesquisas lingu\u00edsticas no Brasil. Esse projeto de pesquisa est\u00e1 inserido no esfor\u00e7o mundial de documentar e descrever as l\u00ednguas sem tradi\u00e7\u00e3o de escrita e em perigo de extin\u00e7\u00e3o. Como disse o saudoso professor Aryon Rodrigues, &#8216;acreditamos firmemente que \u00e9 papel de nossa sociedade engajar-se no compromisso de evitar o desaparecimento de l\u00ednguas ind\u00edgenas no Brasil (Abralin\/Doa\u00e7\u00f5es)'&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O professor Rog\u00e9rio tem como parceiros na pesquisa os professores Caroline Pereira de Oliveira (UFMS\/CPAQ), Onilda Sanches Nincao (UFMS\/CPAQ) e Paulo Baltazar (UFMS\/CPAQ, Terena, Professor Volunt\u00e1rio). Tamb\u00e9m atuam no projeto os acad\u00eamicos Francielly Roberta Aquino Carvalho (Terena\/Gradua\u00e7\u00e3o), \u00c9rik Moraes de Barros (Terena\/Gradua\u00e7\u00e3o), Adriana Santana (Doutoranda), Celia Francelino Fialho (Terena\/Doutorado), Adiane Quelri Valente Fran\u00e7a (Terena\/Mestrado) e Grayson Wellington Mannocci Toliver (Mestrado).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se voc\u00ea tem interesse em saber mais sobre a pesquisa, pode entrar em contato diretamente com o professor Rog\u00e9rio Vicente Ferreira, coordenador do estudo, pelo e-mail <span class=\"gI\"><span class=\"qu\" role=\"gridcell\"><span class=\"go\"><a href=\"mailto:rogmatis@gmail.com\">rogmatis@gmail.com<\/a>.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><em>Texto: Jo\u00e3o Doarth<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presen\u00e7a marcante dos povos ind\u00edgenas no estado \u00e9 motivo de orgulho para o sul-mato-grossense. Mato Grosso do Sul possui, hoje, a segunda maior popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena do pa\u00eds, contando com povos Guarani-Kaiu\u00e1, Terena, Kinikinau, Kadiw\u00e9u, Guat\u00f3 e Ofay\u00e9. Acompanhando a import\u00e2ncia da cultura ind\u00edgena no contexto regional, a UFMS tem, em sua hist\u00f3ria, empregado esfor\u00e7os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2904,"featured_media":23882,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38,37,39,1,81],"tags":[],"coauthors":[],"class_list":["post-23858","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cpaq","category-destaques","category-grad","category-noticias","category-noticias-licenciatura-indigena"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cpaq.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23858","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cpaq.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cpaq.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cpaq.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2904"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cpaq.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23858"}],"version-history":[{"count":29,"href":"https:\/\/cpaq.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23858\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23991,"href":"https:\/\/cpaq.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23858\/revisions\/23991"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cpaq.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23882"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cpaq.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23858"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cpaq.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23858"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cpaq.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23858"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/cpaq.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=23858"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}