{"id":16382,"date":"2019-03-21T12:46:53","date_gmt":"2019-03-21T16:46:53","guid":{"rendered":"https:\/\/cpaq.ufms.br\/?p=16382"},"modified":"2020-07-14T13:55:46","modified_gmt":"2020-07-14T17:55:46","slug":"pesquisa-desmistifica-cola-em-prova-escrita-e-apresenta-como-estrategia-docente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cpaq.ufms.br\/en\/pesquisa-desmistifica-cola-em-prova-escrita-e-apresenta-como-estrategia-docente\/","title":{"rendered":"Pesquisa desmistifica a cola em prova escrita e a apresenta como estrat\u00e9gia docente"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">H\u00e1 d\u00e9cadas, professores tentam encontrar meios de dificultar a cola em provas escritas \u2013 o que demanda tempo, vigil\u00e2ncia, prepara\u00e7\u00e3o de diferentes provas, separa\u00e7\u00e3o de alunos, entre outras medidas que parecem n\u00e3o alcan\u00e7ar efetividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m dessas a\u00e7\u00f5es n\u00e3o contribu\u00edrem para o desenvolvimento intelectual dos estudantes, as medidas de puni\u00e7\u00e3o \u2013 como a retirada da prova e atribui\u00e7\u00e3o de nota zero \u2013 levam os alunos a aperfei\u00e7oar e modernizar suas estrat\u00e9gias na tentativa de n\u00e3o serem flagrados e evitar puni\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Essa realidade motivou a professora Juliana Alves, do curso de Matem\u00e1tica do C\u00e2mpus de Aquidauana da UFMS (CPAQ), a buscar desmistificar o assunto em sua tese de doutorado \u201cCola em prova escrita: de uma conduta discente a uma estrat\u00e9gia docente\u201d, que teve a orienta\u00e7\u00e3o da professora Regina Buriasco, docente da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e colaboradora do doutorado em Educa\u00e7\u00e3o Matem\u00e1tica da UFMS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A partir de estudos anteriores que evidenciaram a utiliza\u00e7\u00e3o da cola em prova escrita como um recurso \u00e0 aprendizagem, a professora Juliana ampliou a pesquisa sobre o tema, com base na abordagem Educa\u00e7\u00e3o Matem\u00e1tica Real\u00edstica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cAs a\u00e7\u00f5es de um professor sempre s\u00e3o voltadas para a aprendizagem de seus alunos. Ent\u00e3o, ter consci\u00eancia de que utilizar a cola contribui para esse fim foi de suma import\u00e2ncia no desenvolvimento de minha tese. Mas, buscamos algo mais: partir de uma conduta comum entre os alunos (a cola tradicional, proibida) para um processo de subvers\u00e3o, ou seja, um processo de desconstru\u00e7\u00e3o do proibido para o permitido, de um meio fraudulento para um meio de estudo e aprendizagem, de uma conduta discente para uma estrat\u00e9gia docente\u201d, explica Juliana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Confira a <strong>pesquisa (tese) na \u00edntegra<\/strong>:\u00a0clique\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/posgraduacao.ufms.br\/portal\/trabalho-arquivos\/download\/5588\">aqui.<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Confira abaixo uma <strong>entrevista com a Professora Juliana<\/strong>, autora da pesquisa:<\/p>\n<p><iframe title=\"Pesquisa desmistifica a cola em prova escrita e a apresenta como estrat\u00e9gia docente\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4SGFb3JTQkU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Pr\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A quantidade de alunos que cola \u00e9 muito maior aos flagrados, levando a puni\u00e7\u00e3o apenas dos alunos mais descuidados, segundo a pesquisadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cQuando um aluno \u00e9 pego colando, tanto este como os demais colegas de classe que colam tendem a aperfei\u00e7oar ou modificar suas a\u00e7\u00f5es para que n\u00e3o sejam apanhados tamb\u00e9m. Al\u00e9m disso, as formas de colar t\u00eam se modernizado. Os papeizinhos, mesmo ainda sendo uma op\u00e7\u00e3o, est\u00e3o sendo substitu\u00eddos pelas tecnologias atuais. Ent\u00e3o, quando o aluno quer colar, ele busca os meios mais criativos para isso. A internet est\u00e1 recheada de casos assim, e mais, de dicas\u201d, aponta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O problema ocorre em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas e em todos os n\u00edveis de ensino, do fundamental \u00e0 gradua\u00e7\u00e3o e at\u00e9 em p\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es. \u201cEsses aspectos nos levam a conjecturar que n\u00e3o h\u00e1 efetividade nos instrumentos de vigil\u00e2ncia e puni\u00e7\u00e3o, e at\u00e9 mesmo a questionar se \u00e9 poss\u00edvel eliminar a cola. Jose Abrantes (2008) considera que \u2018enquanto houver aluno, escola e prova, sempre existir\u00e1, pelo menos, a tentativa de cola\u2019\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para reverter esse processo, a professora desenvolveu a pesquisa com acad\u00eamicos da disciplina Pr\u00e1tica de Ensino II \u2013 Modelagem Matem\u00e1tica e Resolu\u00e7\u00e3o de Problemas do 4\u00ba semestre do Curso de Licenciatura em Matem\u00e1tica, do CPAQ.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cN\u00f3s utilizamos a cola em conjunto com uma prova escrita em fases. Esse tipo de prova \u00e9 resolvida pelos alunos inicialmente em sala de aula sem quaisquer indica\u00e7\u00f5es do professor e com um tempo determinado. Depois, nas pr\u00f3ximas fases da realiza\u00e7\u00e3o da prova, podem dispor de mais tempo e dos coment\u00e1rios escritos do professor nas resolu\u00e7\u00f5es anteriores\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As aulas da disciplina ocorreriam uma vez por semana. Em cada dia de aula, era realizada uma fase da prova, composta por seis quest\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cQuando o desenvolvimento de uma quest\u00e3o era considerado suficiente, n\u00f3s a retir\u00e1vamos de cena. Ent\u00e3o, houve fases com todas as seis quest\u00f5es, mas, nas fases seguintes, essa quantidade de quest\u00f5es ia diminuindo de acordo com o desenvolvimento de cada aluno. Nesse per\u00edodo, eles puderam elaborar e utilizar tr\u00eas colas, que eram recolhidas, em cada fase, junto com as provas. E eles se comunicavam entre si, de uma fase a outra, normalmente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo a pesquisadora, \u00e9 comum o cometimento de erros quando se aprende algo. \u201cEntretanto, essa estrat\u00e9gia de avalia\u00e7\u00e3o tem prop\u00f3sitos de forma\u00e7\u00e3o e aprendizagem, por isso o aluno n\u00e3o \u00e9 punido quando erra, ele tem a oportunidade de refazer ou repensar sua produ\u00e7\u00e3o na fase seguinte. Quando o aluno acerta, o professor tece coment\u00e1rios para que ele pense em outros desdobramentos da quest\u00e3o ou mesmo em sua resolu\u00e7\u00e3o. E a cola serve como um recurso de apoio para seu estudo e aprendizagem, sem a press\u00e3o do risco de esquecer alguma coisa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.ufms.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/54353462_252784785672750_3299243033240797184_n.jpg\" rel=\"lightbox[34939]\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-34941\" src=\"https:\/\/www.ufms.br\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/54353462_252784785672750_3299243033240797184_n-167x300.jpg\" alt=\"\" width=\"167\" height=\"300\" \/><\/a>Para esse modelo, a professora estabeleceu regras como a cola n\u00e3o poder conter resolu\u00e7\u00f5es prontas e ter um tamanho limitado, al\u00e9m do diferencial de os coment\u00e1rios do professor terem sido espec\u00edficos para cada aluno, individualizando a prova.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cHouve uma aluna que n\u00e3o conseguiu resolver uma quest\u00e3o em sua primeira fase porque n\u00e3o lembrava um conceito matem\u00e1tico envolvido e, as informa\u00e7\u00f5es que tinha levado na cola n\u00e3o tinham sido suficientes. Na fase seguinte comentou que fez uma busca e descobriu propriedades que desconhecia e que resolviam a quest\u00e3o. Eu acompanhava e orientava esse processo por meio de suas colas e sua prova\u201d, coloca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Juliana explica que a oportunidade de aprendizagem e orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 dada, mas n\u00e3o \u00e9 direcionada pelo professor. \u201cO que deve ser colado, quais informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais ou menos relevantes, isso fica a cargo de cada um analisar, pesquisar e registrar aquilo que lhe parece mais conveniente, o que possibilita uma tomada de decis\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A pesquisadora n\u00e3o indicava o que estava certo ou errado, apenas realizava coment\u00e1rios, perguntas, ou sugeria busca de algum conceito, quando o aluno apresentava dificuldade. Por fim, a corre\u00e7\u00e3o da prova foi feita pelos estudantes na lousa, seguida de discuss\u00e3o sobre o processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cEnt\u00e3o, o estudante tem participa\u00e7\u00e3o ativa nessa estrat\u00e9gia, porque deixa de ser um espectador, que recebe as informa\u00e7\u00f5es com passividade e depois as reproduz em seus cadernos e provas. Ele se torna participante das discuss\u00f5es em sala de aula e do desenvolvimento das atividades orientado pelo professor, que as conduz de maneira que o estudante se coloque em uma posi\u00e7\u00e3o de compromisso com a aula e com o pr\u00f3prio processo de aprendizagem. Ele \u00e9 conduzido a justificar os procedimentos que utilizou, a questionar, a construir rotas de resolu\u00e7\u00e3o, a expor ideias. Ele tem a oportunidade de perceber seus acertos e erros e de se desenvolver por meio deles. Dialoga com o professor durante suas produ\u00e7\u00f5es, interage, pesquisa, estuda, enfim, constr\u00f3i conhecimentos\u201d, completa a pesquisadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os alunos receberam bem a proposta e se engajaram, segundo Juliana, apresentando, em alguns momentos, ansiedade pela corre\u00e7\u00e3o da professora, para saber se o que estavam fazendo estava certo ou incorreto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quanto \u00e0 cola, as estrat\u00e9gias de pesquisar e registrar f\u00f3rmulas, que precisavam ser lembradas, assim como informa\u00e7\u00f5es referentes ao que eles n\u00e3o sabiam, foram as mais prevalentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cHouve, por\u00e9m, alguns casos que despertaram aten\u00e7\u00e3o. Por exemplo, um aluno dispunha na cola de informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para resolver determinada quest\u00e3o, contudo n\u00e3o soube utilizar as f\u00f3rmulas ou n\u00e3o soube qual f\u00f3rmula deveria ser utilizada na quest\u00e3o. Outro aplicou corretamente os conceitos colocados na cola, mas seus registros indicavam uma dificuldade no c\u00e1lculo de outros procedimentos envolvidos. Casos como esses nos levam a conjecturar que, por mais que o aluno disponha de informa\u00e7\u00f5es e ferramentas necess\u00e1rias e suficientes para colar na prova, \u00e9 preciso saber utiliz\u00e1-las. \u00c9 preciso ter um m\u00ednimo de compreens\u00e3o daquilo que se cola, ou seja, cola por si s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 suficiente. Ter uma cola, mas n\u00e3o saber utilizar os conceitos matem\u00e1ticos nela presentes pouco adianta\u201d, exp\u00f5e a pesquisadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quanto \u00e0 intera\u00e7\u00e3o escrita entre professor e alunos durante as fases da prova, afirma Juliana, os acad\u00eamicos destacaram que os coment\u00e1rios escritos da professora auxiliaram no desenvolvimento da avalia\u00e7\u00e3o. \u201cEles voltavam com outros pensamentos; alguns coment\u00e1rios e perguntas os levaram a se interessar por alguns conte\u00fados e a estudar novamente para fazer a prova; puderam perceber que estavam \u00e0s vezes por um caminho certo e outras vezes errado; e que sempre tinham de fazer pesquisas de conceitos que n\u00e3o estavam dominando\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Benef\u00edcios<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Diante dos resultados, a professora afirma que, usualmente, a prova escrita provoca a cola porque exige do aluno, essencialmente, memoriza\u00e7\u00e3o e repeti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cNa proposta realizada, foi dada aos estudantes a oportunidade de ampliar seus conhecimentos, em seus tempos e por seus caminhos. N\u00e3o \u00e9 um ant\u00eddoto porque pode n\u00e3o ser poss\u00edvel superar a cola instaurando no lugar outro jogo. Consideramos, por\u00e9m, que diversificar os meios de avaliar a aprendizagem \u00e9 melhor que repreens\u00e3o e vigil\u00e2ncia\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Da mesma forma, a utiliza\u00e7\u00e3o da cola n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de uma prova mais f\u00e1cil, o que pode ser constatado pelos alunos que participaram do processo. Eles declararam ser a prova dif\u00edcil, que tiveram que estudar muito, n\u00e3o sendo suficiente apenas dispor das informa\u00e7\u00f5es, pois era preciso saber utiliz\u00e1-las, resultado da natureza do instrumento de avalia\u00e7\u00e3o, pautado na compreens\u00e3o e n\u00e3o na reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Alguns docentes podem ter a ideia de que os alunos n\u00e3o precisariam estudar por estarem com a cola em m\u00e3os, \u201ccontudo, n\u00f3s delimitamos o tamanho da cola para apenas um lado de um quarto de folha de papel A4, e manuscrita. Essa escolha do tamanho \u00e9 arbitr\u00e1ria. Nesse caso, foi assim delimitado para que o aluno fosse levado a fazer escolhas, j\u00e1 que nesse espa\u00e7o \u00e9 poss\u00edvel escrever bastante coisa, mas n\u00e3o muito, n\u00e3o tudo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A pesquisadora afirma ainda que a permiss\u00e3o da cola tamb\u00e9m n\u00e3o trouxe preju\u00edzos para a forma\u00e7\u00e3o, tendo o recurso se revelado favor\u00e1vel ao estudo, \u00e0 pesquisa e \u00e0 aprendizagem, tanto para o estudante quanto para o docente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cResumindo, para a cola beneficiar professor e aluno, unimos algumas subvers\u00f5es: a utiliza\u00e7\u00e3o da cola como estrat\u00e9gia docente; a realiza\u00e7\u00e3o da prova escrita em fases, retirando a regra de n\u00e3o comunica\u00e7\u00e3o que pro\u00edbe a cola; o avaliar em lugar de examinar; a personaliza\u00e7\u00e3o em lugar da padroniza\u00e7\u00e3o; o passar da reprodu\u00e7\u00e3o para a compreens\u00e3o; a mudan\u00e7a do papel do professor de transmissor para o de guia orientador; a mudan\u00e7a do papel do aluno de receptor passivo do conhecimento para participante. Em outras palavras, n\u00e3o foi somente inserida uma cola em uma prova, foi desenvolvido um instrumento de avalia\u00e7\u00e3o em que a reprodu\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o foi suficiente\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim, a proposta \u00e9 que a cola perca sua for\u00e7a e finalidade de dar vantagem na nota e se constitua um meio de estudo. \u201cConforme foi trabalhada, a cola demandou estudo pr\u00e9vio, escolhas (porque o espa\u00e7o destinado a ela \u00e9 limitado), an\u00e1lise, produ\u00e7\u00e3o pessoal e reflex\u00e3o. Tornou-se a \u00fanica fonte de consulta permitida no momento da realiza\u00e7\u00e3o da prova e devia ser elaborada pelo pr\u00f3prio estudante. Sua permiss\u00e3o evitou a exclusiva memoriza\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados. A natureza do instrumento de avalia\u00e7\u00e3o alterou a ess\u00eancia da cola porque permitiu o dialogar (por escrito) com o professor e com seus colegas fora da sala de aula, possibilitando discuss\u00e3o e aprendizagem\u201d, afirma Juliana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O processo permite que cada professor tenha autonomia para realizar os ajustes necess\u00e1rios, tanto em rela\u00e7\u00e3o ao instrumento e din\u00e2mica quanto aos crit\u00e9rios de pontua\u00e7\u00e3o, corre\u00e7\u00e3o e regras sobre a utiliza\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o da cola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cEsta pesquisa se coloca na dire\u00e7\u00e3o de criar resist\u00eancias e de lan\u00e7ar possibilidades para a pr\u00e1tica do professor que ensina matem\u00e1tica. Os desafios s\u00e3o muitos, por exemplo, como utilizar as Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o na avalia\u00e7\u00e3o? E na cola? O que \u00e9 preciso ter nos instrumentos de avalia\u00e7\u00e3o de modo que a consulta a equipamentos tecnol\u00f3gicos e \u00e0 Internet n\u00e3o responda de imediato? Ou como o professor do ensino b\u00e1sico, que trabalha com uma grande quantidade de alunos, pode fazer uso de estrat\u00e9gias como essa? Sabemos que a proposta \u00e9 inusitada, audaciosa e pol\u00eamica. Nela n\u00e3o importa se a cola \u00e9 bem ou malvista; importa que os alunos estudem e aprendam\u201d, completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para entrar em contato com a Professora Juliana, envie um e-mail para:\u00a0<a href=\"mailto:juliana.a.souza@ufms.br\">juliana.a.souza@ufms.br<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Confira a\u00a0<strong>pesquisa (tese) na \u00edntegra<\/strong>:\u00a0clique\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/posgraduacao.ufms.br\/portal\/trabalho-arquivos\/download\/5588\">aqui.<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Texto: Paula Pimenta<\/p>\n<p>V\u00eddeo: Jo\u00e3o Doarth<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 d\u00e9cadas, professores tentam encontrar meios de dificultar a cola em provas escritas \u2013 o que demanda tempo, vigil\u00e2ncia, prepara\u00e7\u00e3o de diferentes provas, separa\u00e7\u00e3o de alunos, entre outras medidas que parecem n\u00e3o alcan\u00e7ar efetividade. 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